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Archive for the ‘Sem categoria’ Category

B.B. King retorna ao Brasil para uma nova turnê, maliciosamente chamada “One More Time” (ou mais uma vez). Afinal, além de ser o músico fundamental para compreender o blues entre os anos 1940 e os dias de hoje, o guitarrista norte-americano também é um sujeito espirituoso.

Entre novembro e dezembro de 2006, B.B. King veio ao país apoiado em sua campanha pela aposentadoria. Para os fãs, a notícia provocava calafrios, e eles se perguntavam, espantados: “Será verdade? B.B. King, nos palcos, nunca mais?”. Não era bem assim. Zombar da própria despedida parecia fortificar o lendário guitarrista. Oficialmente, aqueles eram definidos como shows derradeiros, mas, entre um comentário e outro, B.B. King gargalhava e deixava escapar: “Não sei… Quem pode dizer o que vai acontecer no futuro?”.

E este “futuro” surpreende até o maior dos otimistas. Para a temporada brasileira 2010, B.B. King reservou cinco datas: esteve no Rio de Janeiro na terça, apresenta-se em São Paulo hoje, amanhã e sábado –há ingressos apenas para o show de hoje, a R$ 950 –e conclui em Brasília, dia 22. A turnê sul-americana ainda prevê espetáculos em Buenos Aires e Santiago. Mas a correria não acaba. Entre abril e novembro, o músico já tem 24 shows agendados: serão 15 espalhados pelos Estados Unidos, oito no Canadá e um no Marrocos. A aposentadoria está distante.

Fazer piadas faz parte do espetáculo de B.B. King. Aos 84 anos (em 16 de setembro, completa 85), frágil e sem o fôlego de 20 anos atrás, ele criou artifícios para não perder o encanto. Entre um dedilhado e outro, costuma parar de tocar para contar histórias dos velhos tempos. Brinca com algum felizardo que esteja próximo ao palco e sorri, sorri muito. O roteiro funciona, mas compromete pelo volume. Entre gracejos e bate-papos, não sobra tempo para muitas canções.

O guitarrista não fala sobre o repertório, mas as músicas do álbum “One Kind Favor”, gravado em 2008 (vencedor do Grammy de melhor álbum de blues tradicional), deve pautar a base de seus shows.

É com este CD que B.B. King rejuvenesceu a ponto de encontrar inspiração para se jogar na estrada. O guitarrista apostou em 12 peças dedicadas ao blues de raiz, sem espaço para as fusões, e se entregou a clássicos nos quais jamais tinha colocado a mão. Foi uma oportunidade para homenagear, por exemplo, os dois ídolos mais importantes do início de sua carreira: Lonnie Johnson (nas composições “My Love Is Down”, “Backwater Blues” e “Tomorrow Night”) e Blind Lemon Jefferson (em “Se That My Grave Is Kept Clean”).

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Last Updated on quinta-feira, 18 março 2010 10:53

A banda sueca Abba entrou na segunda-feira (15) para o Hall da Fama do Rock and Roll, numa cerimônia que homenageou artistas tão diversos quanto o grupo britânico Genesis e o cantor de reggae Jimmy Cliff.

Benny Andersson, cantor e compositor do Abba, e a vocalista Anni-Frid Lyngstad compareceram ao evento de gala no famoso hotel Waldorf Astoria, em Nova York, onde o Abba, o Genesis, Cliff e as bandas Hollis e Stooges foram formalmente incluídos no Hall da Fama.

“Estou realmente tocada pelo que começou como parcerias há muito tempo e que isso tenha nos trazido até aqui hoje à noite”, disse Anni-Frid, conhecida pelos fãs como Frida, antes de se afastar para que seu ex-marido Andersson tocasse ao piano o hit “The Winner Takes It All” (1980), na voz de Faith Hill.

Nos bastidores, ela comentou que o grupo “fez um ótimo trabalho naquela época”, e que por isso ela não se surpreende pela influência exercida sobre outros músicos.

O quarteto se tornou um sucesso internacional e um fenômeno cultural no final da década de 1970, com hits como “Dancing Queen” e “Knowing Me, Knowing You”. A banda, dissolvida em 1982, ainda teria um revival graças ao musical “Mamma Mia!”, com versões em teatro e cinema.

“É preciso perceber o que eles fizeram, como pelo mundo afora sua música ressoou junto a milhões e milhões de pessoas”, disse Graham Nash, do Hollies.

Já Phil Collins, ex-baterista do Genesis, comentou que o Hall da Fama está “aceitando a música em geral, em vez de apenas rock and roll”. “Parece haver mais variedade neste ano”, afirmou. Vários ex-integrantes do Genesis foram à cerimônia, mas o vocalista Peter Gabriel faltou.

Os cinco indicados deste ano foram escolhidos por 600 profissionais da indústria musical. Para ser incluído, o artista ou banda tem de ter gravado seu primeiro disco há pelo menos 25 anos.

O produtor David Geffen, também homenageado, disse que escolheu essa carreira por “não ter talento exceto para conseguir se divertir e reconhecer isso nos outros.”

Os Stooges tocaram a canção “Search and Destroy” (1973), sob a liderança de Iggy Pop, que rasgou sua camisa e, como é tradicional, fez uma apresentação rouca e de peito nu.

Como vários artistas, Iggy Pop comentou a situação do setor fonográfico, que tem perdido dinheiro por causa dos downloads gratuitos de músicas. Para ele, a música ainda é “uma grande indústria.” “Se ela tomar as decisões corretas, continuará sendo uma indústria.”

Os compositores homenageados neste ano foram Jesse Stone, Otis Blackwell, Mort Shuman, Jeff Barry, Ellie Greenwich, Barry Mann e Cynthia Weil. Os homenageados ficam permanentemente representados em uma exposição no Hall da Fama e Museu do Rock, em Cleveland, Ohio.

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Last Updated on terça-feira, 16 março 2010 11:28